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TEXTÊIS-LAR PORTUGUESES MARCAM PRESENÇA NO REGRESSO DA HEIMTEXTIL

A. Ferreira & Filhos, Adalberto, Alda Têxteis, Almeidas Textile, AMR, ACL Impex, Apertex, B. Sousa Dias, Crispim & Abreu, Domingos de Sousa, Fateba, Felpinter, Lameirinho, LasaHome, Mundotêxtil, Mi Casa Es Tu Casa, Nosdil, Sotegui, Têxteis Penedo, Torres Novas, Têxteis DA e Têxteis J.F. Almeida, são as empresas portuguesas que se fazem representar em mais uma edição da feira referência de têxteis-lar, a Heimtextil, que se realizará de 21 a 24 de Junho em Frankfurt, na Alemanha.

Com uma forte presença no certame o fórum FROM PORTUGAL, que este ano contará com amostras de 22 empresas portuguesas, assume-se como um chamariz para o que de melhor se faz em termos de têxteis-lar em Portugal. “É uma porta que se abre para a nossa indústria, as nossas empresas e é, tantas vezes, ponto de partida dos compradores e visitantes”, considera Dolores Gouveia, consultora de tendências e responsável pela concepção deste fórum promovido pela Associação Selectiva Moda.

O conceito do fórum é Hybrid Future, ou seja, é um espaço em que se explora a intersecção entre a natureza, as biociências e tecnologias, um espaço em que se celebra a fusão entre o natural e o artificial como caminho para a construção de futuro em que o planeta e a humanidade se harmonizem”, esclarece ainda Dolores Gouveia. Dividido por diferentes temas – Nostalgic Soul, Regerated Nature, Hybrid Future, Expressive Landscape – o fórum FROM PORTUGAL localizar-se-à no hall 3.1 stand D81.

A marcar presença através do fórum FROM PORTUGAL está, por exemplo, a Alda Têxtil que considera a HEIMTEXTIL “ o maior certame da especialidade e o que chama, impreterivelmente, a maior fatia de clientes dispersos pelo mundo. Continua a ser um espaço de contacto, conhecimento e apresentação de coleções e de possibilidade de negócios”, defende Carlos Machado. “Durante o período de covid verificou-se, de forma generalizada, um aumento da procura no sector casa o que levou a números históricos. O fim do período de alarme do covid poderá naturalmente ter o efeito reverso, que aliado às repercussões da guerra na Ucrânia e até instabilidade da paz noutras regiões do mundo, poderá levar a um forte abrandamento da procura. Resta-nos saber se o falado reposicionamento da compras para a Europa de grande players se verificará, o que poderia ajudar a normalizar em alta a produção europeia”, reflete ainda o responsável da Alda Têxtil.

Confiante que as alterações de data e formato não ameaçaram a qualidade já instalada da HEIMTEXTIL é com entusiasmo que a APERTEX regressa ao certame. “Numa época em que a nível mundial toda a gente tenta retomar a normalidade com viagens e reuniões físicas, após aquilo que foi um período muito complicado com a pandemia, não podíamos deixar de marcar presença, pois estamos confiantes que será o início da normalidade, com o primeiro grande evento da indústria”, defende David Ribeiro. “Há artigos, que por muito bem promovidos que sejam a nível digital, nunca conseguem os mesmos resultados do que quando apreciados fisicamente, e o nosso produto carece muito deste ponto, daí estarmos bastante otimistas para este evento, porque nos vai permitir mais facilmente voltar a colmatar esta falha”, acrescenta ainda.

Uma visão algo semelhante é partilhada pela A. Ferreira & Filhos que espera encontrar, nesta edição em particular, sobretudo clientes da UE.  “A data é o maior óbice”, considera Noel Ferreira, do departamento comercial da empresa que apresentará na HEIMTEXTIL produtos enquadrados no âmbito da sustentabilidade. “Temos de potenciar a oferta com as certificações que temos” remata.

Depois de um longo interregno desde 2011 é com vontade renovada que a Torres Novas regressa à HEIMTEXTIL, considerada por Nuno Vasconcelos e Sá “essencial no crescimento e expansão internacional da Torres Novas”. “A nova data, que se prevê que seja excepcional apenas este ano, altera a dinâmica na medida em que tanto os expositores, como os visitantes, são esperados em menor número. No entanto, estamos optimistas uma vez que este ambiente mais pequeno pode até ser benéfico para uma marca na nossa situação, a regressar ao mercado e às feiras internacionais”, acrescenta ainda o representante da empresa portuguesa.

Quem tem já mais de trinta participações no reputado certame de têxteis lar e decoração é a B. Sousa Dias que leva a Frankfurt “ uma coleção produzida com duas novas fibras naturais, Cânhamo e Kapok .O Cânhamo e o Kapok são duas fibras naturais, sustentáveis devido ao seu consumo reduzido de água, comparado com o algodão e são mais leves, duráveis e resistentes.  Os produtos “estrela” da B. Sousa Dias, têm como particularidade a fusão do algodão e linho que confere uma qualidade e elegância superior intemporal”, revela Fernando Azevedo, comercial da empresa.

Novidades ao nível da sustentabilidade apresenta também a LASAHOME. “São artigos certificados e produzidos com fibras naturais, fibras recicladas e com tingimento natural, comunicando valores sustentáveis e difundindo o compromisso de preservação do nosso planeta. Implementamos medidas que visam proteger a biodiversidade, reduzir o nosso consumo de água, energia e outros recursos assim como evitar desperdícios, e combater as alterações climáticas. Em termos de gestão de embalagens, asseguramos a minimização dos resíduos de embalagens, principalmente caixas e plásticos que estão a ser substituídos por materiais reciclados”, conta Sara Leite, do departamento de marketing e imagem.

Peso pesado nas participações na HEIMTEXTIL a Têxteis Penedo disse sim a mais uma edição por defender que “a sua localização permite que consigamos criar ligação com os vários mercados com que trabalhamos e apresentar aos diferente mercados a nosso produto”. As palavras são de Rafaela Ferreira para quem “a data habitual, janeiro, responde melhor ao nosso mercado pois é uma fase de seleção de artigos para as novas coleção, mas desejamos que esta edição de 2022 seja o recomeço da normalidade para em janeiro de 2023 já tudo esteja ultrapassado”, conclui

Quem regressa à Alemanha para aquele que será a sua 25º participação na HEIMTEXTIL é a Crispim & Abreu que apresentará “novidades a nível de acabamentos de malha que vão enriquecer o produto final”, revela Fátima Araújo. “O feedback relativamente a edições anteriores tem sido bom, embora os resultados não sejam imediatos. Vamos analisar posteriormente a decisão de realizar a feira nesta nova data”, refere ainda Fátima Araújo, lembrando que habitualmente a HEIMTEXTIL se realiza no início do ano.

A participação das empresas portuguesas PME na HEIMTEXTIL é uma iniciativa da Selectiva Moda e da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que visa promover a internacionalização das empresas portuguesas da área da Moda. O projeto “From Portugal” é co-financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 - Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização e de Lisboa 2020 – Programa Operacional Regional de Lisboa, tendo um montante de apoio elegível de 6.648.794,78 €, dos quais 3.735.305,80 € são provenientes da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.